quarta-feira, 12 de agosto de 2009

NA PREPARAÇÃO DA EXPOFENITA




O Pimenta conversou com o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Itabuna, Carlos Leahy, sobre a Expofenita, evento que será realizado no Parque de Exposições Antônio Setenta, de 26 de setembro a 4 de outubro.
Leahy coordena o evento e explica porque se decidiu eliminar uma marca que durou trinta anos (a Expoita) para iniciar algo novo. Ele também explica como a Prefeitura de Itabuna, com o apoio do Sindicato Rural e da Amurc, pretende transformar o Parque Antônio Setenta em um espaço que não funcione apenas para abrigar uma exposição, mas seja aproveitado como área de lazer durante todo o ano.
Eu queria que você falasse um pouco sobre essa mudança no modelo e no nome da Expoita, que era uma marca de trinta anos. O nome Expoita já vinha se desgastando ao longo dos anos. Vinha caindo muito a quantidade de expositores e até o número de dias que durava a exposição. Chegamos a ser a terceira exposição do Estado em geração de negócios e movimentação de expositores, mas isso foi no passado. Então, foi justamente pensando no resgate da nossa exposição, para que ela volte a despontar no cenário nacional, que nós planejamos essa mudança.
Está incluída nesse projeto uma melhor utilização do Parque de Exposições Antônio Setenta, que fica quase todo o ano desocupado?Sim, nós temos um excelente equipamento, que você só conseguia utilizar durante a exposição agropecuária. Quando nós assumimos a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, buscamos o apoio da Amurc, do Sindicato Rural de Itabuna e propusemos ao Sindicato que a Prefeitura, através da nossa Secretaria, assumisse a responsabilidade pelo parque. Assinamos um termo de responsabilidade para administrar o parque nos próximos quatro anos e nós vamos ter que transformar aquele equipamento numa área de lazer de Itabuna.
Como será isso?

Todo mundo clama por um parque na cidade, um local onde você possa estar fazendo um encontro, piqueniques… Então nós podemos transformar aquele espaço em uma grande área de lazer da nossa cidade. Vamos instalar alguns equipamentos para que possamos ter atrativos durante todo ano. Uma das nossas ideias é a de instalar restaurantes temáticos, por exemplo.Vamos também buscar o apoio da Petrobras para fazer a limpeza daquela lagoa próximo ao parque e dar manutenção durante todo o ano.
O que podemos esperar com relação à Expofenita?Além da exposição agropecuária, nós temos várias outras exposições, como a de flores, a Expocachaça, as exposições da agricultura familiar de mais de 50 municípios, uma exposição do comércio, feira de artesanato, animais de estimação, vão ser vários atrativos. Queremos envolver toda a comunidade, toda a família, e é por isso que estamos oferecendo opções diversificadas.A Faeb vai promover vários concursos, haverá leilões e vamos abrir o evento com um grande show.
Quais serão as atrações?

Por enquanto não confirmamos, mas vão ser do nível de Bruno e Marrone, Victor e Léo… Serão dois grandes shows em dois sábados dentro do período da exposição. Haverá ainda parque de diversões, a eleição da “Rainha dos Municípios” e rodeio. Tudo gratuito, exceto os shows, que vão acontecer em uma área reservada.
Você falou em ocupar o parque Antônio Setenta durante todo o ano. O que está sendo planejado para colocar essa ideia em prática?

Começa com a Expofenita, mas nós já estamos convocando técnicos para viabilizar a pista de motocross e, logo após a exposição, vamos estudar as áreas disponíveis a fim de convidar pessoas para colocar ali alguns equipamentos. Queremos implantar linhas de ônibus especiais, aos sábados e domingos, para que as famílias possam ir passar o dia no parque de exposição. Vamos atrair um restaurante… Estamos com o nosso departamento de turismo já pensando no melhor aproveitamento daquela área.
Você percebe uma resposta positiva dos investidores?Estamos sentindo um apoio muito grande do Sebrae, da Faeb, da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado, da Secretaria de Agricultura e nós, como já disse, estamos certos de que vamos fazer um grande evento, o que trará benefícios de todas as ordens. Vamos lotar a rede hoteleira, os restaurantes, o sistema de transportes e vamos proporcionar à comunidade de toda Itabuna e região um entretenimento de alto nível. Quero destacar que o polo moveleiro de Itabuna também estará expondo seus produtos, assim como o polo graniteiro. Volto a frisar que esta será uma grande exposição, com excelentes oportunidades de negócio.


As quentes do Bahia Notícias de Samuel Celestino

PR DIZ QUE NÃO VAI ADERIR A WAGNER

A direção estadual do PR, na figura do seu presidente, senador César Borges, e do secretário-geral, deputado federal José Rocha, divulgou nota garantindo que o partido não mantém e nem virá a manter qualquer tipo de negociação para assumir cargos na estrutura do governo estadual. "Ações individuais de membros do partido ou de ex-filiados destoam da orientação partidária de repudiar qualquer relação fisiológica e mera negociação de cargos em troca de apoio político. Ao contrário, a direção reafirma que o PR está interessado, sim, em construir um projeto político de desenvolvimento social e econômico para a Bahia, o que não é personificado pelo atual governo", diz a nota. O PR também lamentou "que o atual governo use a máquina pública para angariar apoios em partidos diversos, passando por cima das direções partidárias, num ato anti-republicano e fisiológico. Apoiar o atual governo é um desserviço aos interesses baianos, e não seria agora que, com a saída de antigos aliados decepcionados, o partido disso se aproveitaria para beneficiar-se". O texto é uma "dura" na ala governista do partido, que tem entre os seus membros o deputado federal José Carlos Araújo e os estaduais Ângelo Coronel e Pedro Alcântara.
JOÂO LEÃO NÃO SÉRA SECRETARIO
Não tem o menor sentido, muito menos significado, a notícia que apareceu em noticiário nesta terça feira sobre a escolha do deputado João Leão para a Secretaria de Infra-Estrutura. Posteriomente, a notícia mudou de coloração para ficar no plano da probabilidade. Neste site as "notícias" foram tratadas como meros rumores, acompanhados de outros, segundo os quais Leão teria se despedido dos seus amigos deputados, em Brasília. A notícia correta é a seguinte: o governador não esteve com o deputado Leão, não conversou recentemente com ele, não pensou na hipótese, enfim, a notícia brotou do nada. Mais: o PP já dispõe de uma secretaria de Estado, a de Agricultura, ocupada pelo competente deputado Roberto Muniz. Mais: o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, em entrevista concedida à TUDO FM, ao meio dia, a mim e a Daniela Prata, informou-me que os secretários novos que ocuparão vagas deixadas pelo rompimento do PT com o PMDB receberão documentos esclarecendo as obras e projetos em andamento em cada uma delas, de modo que o novo ocupante possa estudar e dar sequência aos trabalhos. Na entrevista, traduzindo para os ouvintes, rotulei o documento de "cartilha", terminologia aceita, com bom humor e aos risos, por Pinheiro. Mais: os futuros secretários, que devem ser escolhidos nas próximas horas, ficarão na gestão Wagner até o seu final, ou seja, não poderão se desincompatibilizar para disputar cargo eletivo nas eleições do próximo ano e, ainda por cima, como se observa na nota abaixo, dois secretários do PP e de Lauro de Freitas não fazem liga política. Mas é assim mesmo. A atividade jornalística prega peças. A mim, por exemplo, já pregou várias. Mas, faz parte...
(Samuel Celestino)
CÉSAR BORGES SEGUE "NAMORANDO" GEDDEL
Ao mesmo tempo em que negou que vá aderir à gestão de Wagner, o senador César Borges (PR) disse ontem, em discurso no Senado, que a saída do PMDB do Executivo e o rompimento da aliança com o PT “decretou que este governo está morto, e que, se esperança havia (de melhorar) não há mais”. Para ele, “saem os que se viram frustrados com a falta de resultado no projeto comum; é a vez dos reservas e desavisados que virão completar o tempo até que os baianos votem para tirar o mau governo por um novo projeto para a Bahia”. É, o DEM que se cuide. Pelo visto o senador está cada vez mais próximo do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), candidato do PMDB ao governo em 2010.
FONTE:
http://www.samuelcelestino.com.br/

Novo secretário de Educação assume pasta e anuncia ações imediatas


A recuperação estrutural da rede pública estadual de ensino e a alocação de professores são as prioridades da nova gestão da Secretaria de Educação do Estado (Sec), anunciadas pelo atual secretário, Osvaldo Barreto. O professor de Administração da Universidade Federal da Bahia (Ufba) com especialidade em Planejamento assumiu a pasta nesta terça-feira (11), em substituição ao também professor Adeum Sauer, em cerimônia oficial realizada no Instituto Anísio Teixeira IAT).
“O foco absoluto da secretaria será a escola. Temos problemas de alocação de professores e, para resolvê-los rapidamente, já estamos em negociação com as secretarias de Administração e da Casa Civil. Também já mobilizamos recursos específicos para tratar da questão da manutenção”, afirmou o secretário, reiterando a importância do diálogo permanente com as Diretorias Regionais de Ensino (Direcs) para a elaboração de um planejamento consistente de ação.
Entre as demais iniciativas a serem realizadas prioritariamente, Barreto anunciou a realização de um mutirão para garantir celeridade à aposentaria dos profissionais da educação e o início da alocação de coordenadores pedagógicos, a serem lotados nas Direcs. Apesar das novas ações, o secretário destacou que os demais programas em andamento terão continuidade.
“O que o governador me cobrou, quando me fez o convite, foi dar mais celeridade às ações da Sec. Nesse sentido, certamente vamos mudar. Apesar da tradição profissional na área de educação, eu tenho um perfil de gestor público, que vai estar presente na minha gestão, voltada também à continuação das ações empreendidas”.
O governador Jaques Wagner agradeceu aos trabalhos prestados por Adeum Sauer ao longo de dois anos e sete meses de trabalho e desejou boa sorte ao novo secretário. “Sem dúvida, Barreto assume a pasta para continuar e aprimorar a nossa caminhada de oferecer à população baiana uma educação de qualidade”, comentou Wagner em discurso.
O ex-secretário Adeum Sauer aproveitou a oportunidade para fazer um balanço das principais ações da secretaria. Destacou os programas Topa, Escola Ativa, a construção de 155 novas escolas e a reforma de outras 300 até junho de 2010. “Não podemos esquecer de enfatizar a redução de 30% da violência nas escolas estaduais”, comentou Sauer.
Adeum Sauer agradeceu ao governador pela experiência, dando boas vindas ao novo secretário. “Sou muito grato a todos os gestores da rede pública de ensino. O secretário que agora assume é especialista na área de Administração e merece a colaboração de todos para dar continuidade às ações e superar os desafios futuros”, disse.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

EDUARDO FONTES É O NOVO PRESIDENTE DA ACI


O médico Eduardo Fontes foi eleito ontem para um período de dois anos à frente da presidência da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna. Ele liderou chapa de consenso e terá como companheiros os empresários Eduardo Carqueira (vice-presidente de comércio), Antônio Bueno (Indústria), Juscelino Victor Cruz (Prestação de Serviços), Villy Modesto (Comunicação) e Edvaldo Santos (Agricultura e Pecuária).
HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO
Paralelo aos procedimentos políticos legais para institucionalização do município de Itabuna, o comércio, já significativo naquela época estava sofrendo, por parte do Estado, cobranças de impostos considerados exorbitantes. Por esta razão, segundo o livro de Adelino Kfoury Itabuna Minha Terra os comerciantes da Vila seguiram o conselho do advogado Lafayette de Borborema e entraram na justiça, como também iniciaram movimento para organização de uma entidade destinada a fortalecer e defender os interesses da classe empresarial. --Este movimento se concretizou em uma reunião realizada no dia 31 de maio de 1908, presidida por Antonio Baptista de Oliveira, no salão do Conselho Municipal, onde se decidiu fundar uma entidade representativa da classe dos comerciantes, denominada União Commercial de Itabuna. Na mesma ocasião, também, ficou agendada para o dia 07 de junho, data de fundação da entidade, uma reunião destinada à eleição da primeira diretoria, onde foi escolhido como presidente o Sr. Antônio da Silva Botelho. A sessão solene ocorreu no salão nobre da Intendência Municipal, no dia 14 de junho de 1908. Anos depois a União Commercial de Itabuna passou a denominar-se Associação Commercial de Itabuna que representa a agremiação de comerciantes, agricultores, industriais, banqueiros, companhias ou sociedades anônimas, representantes de casas comerciais ou industriais, profissionais liberais, entre outros segmentos.--A construção da sede própria da Associação, na Rua Osvaldo Cruz foi iniciada em 1925 na presidência do coronel Martinho Conceição e só foi concluído em 1934. Esse prédio, demolido na década de 80, foi substituído pelo atual edifício denominado União Comercial, construindo na presidência do Sr. José Carlito dos Santos, onde funciona até hoje a Associação Comercial de Itabuna, no 10º andar. A Associação Comercial de Itabuna foi declarada de utilidade pública através da Lei Estadual nº 4.289 de 20 de junho de 1921. Sua história confunde-se com a própria história de Itabuna, sua participação intensa merece destaque não só no ambiente empresarial, mas também para a sociedade e o desenvolvimento regional.

quarta-feira, 29 de julho de 2009





No princípio era um rio, às vezes caudaloso, às vezes sereno, em seu caminho inexorável rumo ao mar; rasgando a natureza exuberante e cortando a mata que já recebia um fruto que durante décadas muitos acreditaram ser de ouro.E tinham motivos de sobra para isso.Às margens desse rio, que em alguns de seus trechos mais parecia uma cachoeira, surgiu um amontoado de casas modestas.Que se transformaram num povoado, depois numa vila, depois numa cidade, depois numa metrópole...Itabuna!99 anos de história a partir de sua emancipação de Ilhéus.Uma historia que começou antes mesmo da emancipação, com os desbravadores, que com coragem, sacrifício e espírito empreendedor construíram as bases de uma cidade única em sua capacidade de superar crises, de se redescobrir.Se Itabuna pudesse escolher a marca que a caracterizasse, essa marca seria indubitavelmente o empreendedorismo.Geração após geração, Itabuna produz pessoas com dinamismo suficiente para mantê-la como uma das principais cidades da Bahia e do Nordeste, um pólo econômico em que gravita no seu entorno quase uma centena de municípios.A Itabuna que um dia foi a Capital do Cacau, abateu-se com a decadência do fruto que perdeu o brilho, mas se reinventou como pólo comercial e prestador de serviços e se firmou como referencial na saúde, no ensino superior.Itabuna que pulsa, que vibra.Cidade aberta, que trata com o mesmo carinho seus filhos e os filhos que se deixaram adotar por ela.Cidade de gente que celebra a vida, nos bares lotados, na conversa despretensiosa, nas madrugadas boêmias. Cidade do shopping, que lhe deu ares cosmopolitas; dos prédios que avançam aos céus, como que mostrando a sua capacidade de romper limites, de sonhar sempre, de ousar.Itabuna de tantos nomes, que misturaram suas histórias de vida com a História de uma cidade viva.Itabuna, dos problemas que não podem ser ignorados, com sua periferia pobre e desassistida, dos milhares de excluídos sociais, dos governantes sem compromisso com a cidade.Mas, uma Itabuna infinitamente maior do que seus equívocos e seus problemas.Uma Itabuna que nos orgulha, cidade-menina entrando na contagem regressiva de seu primeiro centenário.Feito o rio que lhe viu nascer, ainda frágil e insegura, uma cidade que segue seu rumo inexorável rumo ao futuro que construímos a cada dia.A nossa cidade.Itabuna!
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com



















PESQUISA APONTA
REELEIÇÃO DE WAGNER

O site Bahia Notícias, do jornalista Samuel Celestino, divulgou no início da noite uma pesquisa em que o governador Jaques Wagner aparece reeleito em todos os cenários simulados. Os números prometem tirar o sono de alguns, avisa Celestino, numa referência nada discreta ao ministro Geddel Vieira.
Eis os cenários: na pesquisa espontânea, Jaques Wagner chega a 24,6%; Paulo Souto 12,2%; e Geddel Vieira Lima 5,7%. Outros 5,7% não souberam ou não quiseram opinar. Já na pesquisa estimulada, Wagner obtém 35,8% das intenções de voto; Paulo Souto 27,8%; e Geddel, 14,7%. Brancos e nulos somaram 8,25%.
Num eventual segundo turno, Jaques Wagner derrotaria Paulo Souto por 45% a 37%. Quando a disputa é com Geddel, os números são 49% (Wagner) e 29% (Geddel). Se os candidatos fossem Paulo Souto e Geddel, o ex-governador venceria com 42% contra 31% do ministro da Integração Nacional.
A consulta foi encomendada pelo Instituto Getúlio Vargas, do PTB, e foi realizada em Salvador e 35 municípios do interior. Quem aplicou os questionários foi o Instituto Economic Pesquisas e Projetos, entre os dias 8 e 16 de julho. Foram entrevistadas duas mil pessoas – a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
QUE MEMÓRIA ESCOLHEMOS PARA ITABUNA?
A comemoração do aniversário de emancipação de Itabuna faz saltar na imprensa e nos discursos das autoridades uma história vaidosa e orgulhosa do município. Por meio dela, ficamos informados que Itabuna é o resultado de uma “saga”, cujos personagens centrais são os coronéis que fincaram poder nesta terra e construíram a “Civilização Grapiúna”.
A partir daí, uma série de signos é montada com vista a ratificar essa visão sobre o passado. Talvez o mais presente deles seja o mito dos pioneiros (ou dos desbravadores, como ficaram conhecidos por aqui), onde se sobressaem figuras como Firmino Alves, Henrique Alves e Félix Severino do Amor Divino. Esse imaginário “progressista, civilizacionista e desbravador” serve de referência para muitos empreendedores que buscam se afirmar na sociedade de Itabuna.
Dessa forma, projetamos no nosso presente o que consideramos que esses indivíduos foram no passado, mas muitas vezes esquecemos de questionar: o que escolhemos para compor nossa memória?
Ao contrário do que muitos pensam, o passado é um elemento fundamental para amparar as questões do presente. A memória é construída e ratificada a partir dos grupos sociais que se projetam na sociedade atual. Um bom exemplo disso foi a comemoração pelos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.
Naquela oportunidade, a memória de um país composto por “um povo novo, formado pela mistura de três raças valorosas, alegre, pacífico e inconfundível” foi solidificado com um passado onde só se enxergava harmonia, progresso e ordem, além de reforçar símbolos que ajudavam a forjar uma identidade homogênea de uma população tão múltipla: bandeira nacional, heróis (Tiradentes, D. Pedro I, Caxias e Vargas) e cultura popular (samba, futebol, etc).
Os efeitos da comemoração dos “500 anos” foram a construção de um país cujas desigualdades social e racial gritantes foram ofuscadas por uma visão estereotipada e mitificada do passado brasileiro.
As comemorações pelo centenário do município parecem caminhar num rumo muito semelhante ao que foi visto em 2000. Esquecemos da pluralidade dos indivíduos que ajudaram a construir Itabuna, além de ofuscar as diferenças culturais e sociais que permearam sua comunidade.
A memória de Itabuna, na ânsia de ratificar seus valores de progresso, apaga do seu passado a luta de diversos trabalhadores que disputaram o direito de viver nesta cidade. Foi assim quando os feirantes, em 1937, exigiram da prefeitura de Claudionor Alpoim a liberdade para comercializaram seus produtos na feira pública que se localizava na Praça Adami.
Lembrar que, em nome do progresso local, as lavadeiras foram obrigadas a se retirar das margens e do leito do rio Cachoeira em 1946, e por este motivo, foram até a Justiça Pública contra a ordem do prefeito Armando Freire. Cabe citar também que, na década de 1950, os candomblés e os bicheiros de Itabuna sofreram uma dura perseguição da imprensa e das autoridades policiais que reprimiam qualquer comportamento cultural que ultrapassassem as fronteiras da idéia de civilização impostas pelas elites locais.
Estes breves episódios do passado de Itabuna nos remetem quase que instantaneamente para os fatos recentes de nossa cidade. Quem não lembra da retirada das floricultoras da Praça José Bastos no ano de 2007? Ou ainda, da perseguição cotidiana aos camelôs nas principais vias urbanas da cidade? E o que dizer da situação dos feirantes nos espaços destinados a Feira Pública? Preocupar-se com uma memória que nos faça refletir sobre os desafios existentes na sociedade contemporânea é um passo decisivo para se repensar Itabuna e não se envaidecer dela como um amor cego.
Optar por uma memória em torno do Centenário de Itabuna que cristaliza um passado heróico e mitificado do passado local é ajudar a camuflar uma sociedade conservadora e autoritária do presente, e excluir mais uma vez outros tantos personagens que contribuíam para consolidar esta cidade. Dizem que os homens são capazes de aprender com suas experiências. Que tal não repetirmos os mesmo erros das comemorações dos “500 anos” no Centenário de Itabuna?

Philipe Murillo S. de Carvalho é mestre em História Regional e Local pela Universidade do estado da Bahia. Autor da dissertação “Uma cidade em Disputa: Tensões e conflitos urbanos em Itabuna (1930-1947)”

terça-feira, 28 de julho de 2009








ITABUNA 99 ANOS DE HISTÓRIA


Itabuna é um município brasileiro situado no sul do estado da Bahia. Possui uma área total de 443,198 km² e é o 7º município baiano em população residente (210.604 habitantes segundo contagem populacional de 2007 do IBGE), superado por Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Camaçari e Ilhéus. Seu nome é derivado dos termos em tupi ita (pedra), aba (Imediações [de um lugar], arredores) e una (preta), assim, significa "lugar de pedra(s) preta(s)".
Itabuna é a terra natal do escritor Jorge Amado que a relata em algumas de suas obras, como Gabriela, Cravo e Canela e Terras do sem fim.
O Município ao lado do vizinho Ilhéus forma uma aglomeração urbana classificada pelo IBGE como uma capital regional B, assim como Feira de Santana e de Vitória da Conquista.
Índice
1 História
1.1 Emancipação
2 Economia
3 Saúde
4 Educação
5 Cultura
6 Comunicações
7 Referências
8 Ligações externas
História
O povoamento começou quando a região servia como principal ponto de passagem de tropeiros que se dirigiam a Vitória da Conquista. Na região cortada pelo rio Cachoeira, surgiu o Arraial de Tabocas em 1857, em meio à mata que então era desbravada.
O nome Tabocas, segundo a tradição, deve-se a um imenso jequitibá, de cuja derrubada fora feita uma disputa, sendo aquele o "pau da taboca", ou seja, da roça que se abria.
O povoamento deu-se apenas a partir de 1867, feito principalmente por migrantes sergipanos, dentre os quais "Felix Sevirino de Oliveira, depois conhecido como Felix Sevirino do Amor Divino" eJosé Firmino Alves',que eram primos. Felix fundou na entrada de Itabuna a Fazenda Marimbeta, hoje existe uma rua com esse nome no bairro da Conceição, eles vieram da Chapada dos Índios, atual Cristinápolis - SE, a quem se atribui a fundação da futura cidade de Itabuna.
Em trinta anos o crescimento foi tanto que, em 1897 os moradores pleitearam sua emancipação, que foi negada. Nova tentativa foi feita, junto ao governo estadual, em 1906, comprometendo-se Firmino Alves a doar os terrenos para que fossem erguidas as sedes administrativas.

Emancipação
Fundado em 1910, o município de Itabuna tem sua cronologia confundida com a própria origem do seu perímetro urbano, a partir de meados do século XIX, reduzindo-se a importância da centenária Ferradas, que foi a primeira Vila - com o nome de D. Pedro de Alcântara, três décadas antes de Tabocas -, e o primeiro povoamento urbano no território daquele que viria a ser o município de Itabuna.

Economia
Itabuna é um centro regional de comércio, indústria e de serviços, juntamente com Ilhéus. Sua importância econômica cresceu no Brasil durante a época áurea do cultivo de cacau, que por ser compatível com o solo da região levaram-na 2º lugar em produção no país, exportando para os EUA e Europa.
Depois de grave crise na produção cacaueira causada pela presença da doença conhecida como vassoura-de-bruxa, a cidade tem buscado alternativas econômicas com a ajuda do comércio, da indústria e da diversificação de lavouras. A cidade é um importante entreposto comercial do estado, situada às margens da BR-101.

Saúde
A cidade conta com alguns hospitais, como o Hospital de Base, que não atendem somente a cidade, mas também aos municípios vizinhos, como Lomanto Júnior, Ibicaraí, Itajuípe, Itapé, Buerarema, Jussari, Camacãn, Coaraci e Uruçuca.
População e Eleitorado (Eleições Municipais)
Habitantes
Eleitorado
Eleitorado (% da população)
204.988
138.188
67,41%

Educação
Itabuna destaca-se também na educação, possuindo um dos melhores centros educacionais da Bahia. Possui várias escolas públicas, destacando-se o Colégio da Polícia Militar Antônio Carlos Magalhães, e particulares, além de 2 faculdades - FTC e FacSul.
Taxa de analfabetismo (IBGE - 2000):
População de 10 a 15 anos: 7,9%;
População de 15 anos ou mais: 15,1%.
IDI (Índice de Desenvolvimento da Infância - Unicef - 2004): 0,64.

Cultura
Itabuna se destaca na vasta cultura que existe na cidade, com grupos de teatro, grupos de capoeira, dança, bandas musicais e outras atividades do gênero. Umas das maiores manifestações populares chamada carnaval, é uma das atividades mais importante que a cidade possui. O primeiro carnaval antecipado do Brasil foi inventado nesta cidade, onde se reúnem várias bandas da capital, do interior do estado e da própria cidade. Bandas como Vera Cruz, Lordão, Cacau com Leite fazem a alegria do povo, enriquecendo ainda mais sua cultura.

Comunicações
Itabuna conta com duas emissoras abertas de televisão: TV Cabrália fundada em 12 de dezembro de 1987 e TV Santa Cruz fundada em 15 de novembro de 1988; e uma televisão fechada a TVi - TV Itabuna (a cabo).
Algumas emissoras de rádio AM: Rádio Clube AM atual Rádio Nacional primeira emissora a nascer em Itabuna em 1956, Rádio Jornal AM fundada na década de 60, Rádio Difusora AM que foi ao ar em 21 de abril de 1960 mesmo dia da fundação de Brasília. Conta também com várias rádios comunitárias.
E rádios FM: Destaca-se a pioneira Musical FM(96.9), atualmente Rede Aleluia fundada em 29 de junho de 1978, Rádio Morena FM(98.7) inaugurada em 6 de dezembro de 1987 e Rádio FM Sul(102.1) inaugurada em 1º de dezembro de 1995.

Referências
1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
MOTTA, Diana Meirelles da; Cesar Ajara (Junho de 2001). Configuração da Rede Urbana do Brasil (em português). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 24 de julho de 2009.
Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística - IBGE. [1]

PRESIDENTES DO BRASIL QUE VISITARAM ITABUNA

LULA
















































FERNANDO HENRIQUE






























































OS QUE VIERAM DE LONGE